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Axiomas Fields


Dizem que conselhos são uma forma de nostalgia. É verdade! Por isso, vou escrever com base nas minhas experiências e observações, que são fruto dos meus acertos e tropeços.

Fiquem tranquilos, pois, não recomendarei que usem “filtro solar”. Irei sintetizar “tudo” em 12 conselhos, que, como são meus, minhas verdades, chamarei de Axiomas Fields, sendo eles:

1º   O que quer que deseje ser, seja qual profissão for, que ela seja por opção, nunca por falta dela. A falta de sinceridade profissional é um dos piores pecados que podem ser cometidos e, normalmente, condena o pecador à mediocridade, seguida de frustração pessoal.

A formação acadêmica, títulos, certificações e cursos são muito importantes. As certificações, por exemplo, no mínimo, mudam o seu currículo de pilha na mesa do avaliador. Porém, é o modo como você faz o seu trabalho e produz resultados objetivos (mensuráveis) que define você como profissional. Obtenha títulos e certificados, mas faça com que os seus resultados possam falar mais por você do que eles. Resultados são sempre o melhor cartão de visita. Se tiver dúvidas quanto a isso, pense na formação do Bill Gates e Steve Jobs, por exemplo.

Vivemos em uma sociedade de consumo. Evite torna-se um bem que vai ser consumido e descartado. Ao invés disso, torne-se um ativo. Não só “ganhe”, “faça” dinheiro. Evite modismos. Tenha visão holística. Seja pragmático. Desconfie de 50% daquilo que ver e 100% daquilo que escutar quando isso vier de gurus. Nada dispensa o bom senso!

Envolva-se em encrencas boas. Escolha projetos e desafios complexos. Não se acomode nem tenha auto-piedade. Não se envergonhe por ser competente. Descubra e potencialize o seu talento. Seja diferente do “rebanho”. Você tem que saber o valor da sua contribuição. É cruel, mas é assim que o “mercado” funciona.

Desenvolva sua rede (networking). Participe de eventos, de redes sociais, de comunidades e grupos relacionados com suas áreas de atuação. Esteja presente nas confraternizações e eventos sociais da sua empresa. Aproxime-se do seu cliente. Sorria! Seja alguém com quem as outras pessoas queiram se relacionar e ter por perto. Muitos assuntos do trabalho são resolvidos em ambientes informais. Chamam isso de ócio criativo. Uma boa rede vale tanto, ou ainda mais, que o seu esforço de formação.

6º – Não basta ser honesto, é preciso parecer honesto. Esse é um ditado romano valioso. Cumpra compromissos firmados e avise com antecedência quando não puder. Cuide da sua reputação e defenda com vigor a sua honra. Fuja de boatos e dos boateiros, ligue-se aos fatos.

7º – Se a sua posição exigir liderança, lidere! Não tenha receio de decidir. Seja justo, mas, quando não for, desculpe-se. Não subestime ou subjugue seus liderados. Não permita ser subestimado ou subjugado. Comprometa-se e proteja seus liderados. A lealdade é o patrimônio do líder.

8º – Os locais onde trabalhamos, a quem servimos e as pessoas com quem escolhemos andar dizem muito sobre nossos valores. A forma como terminamos nossas relações pessoais e profissionais  dizem muito sobre quem somos. Evite as ações motivadas por raiva, ao invés disso, racionalize.

9º – Preserve sua família, os amigos e a(o) companheira(o). Esse deve ser o seu “lugar sagrado”, pois, por melhor que seja a sua relação com o trabalho, ela tem limites de tempo. E, quando esse tempo esgotar, para onde voltamos? Quando “tudo” parece dar errado, a quem procuramos? Onde encontramos apoio?

10º – Cuide-se! Esteja vivo para usufruir de tudo aquilo que está “plantando”. Lembre-se que sua relação com o mundo se dá por interseções (você e a sua família, você e o seu filho, etc.). O ponto de contato é você, sempre você!

11º – Acredite no seu potencial. Desenvolva o seu autoconhecimento. Siga a sua intuição. Se você acreditar em você, os “outros” tendem a fazer o mesmo. Vibre com as suas vitórias. Se permita errar, mas busque ser assertivo. Apaixone-se por você!

12º – “Fortitudine Vincimus”.

Sinceramente, espero que os meus axiomas possam ser úteis a você da mesma maneira que eles me são úteis. É bem verdade que não consigo praticá-los sempre, mas são neles que busco orientação. Compartilho com vocês o que de melhor a experiência me trouxe. E, por mais que meus axiomas possam parecer a compilação de livros de autoajuda, eles não são.

Escolhi escrever este texto por razão de observar profissionais em início de carreira “gritando” por orientação. Essa é a minha pequena contribuição. E, como diz a sabedoria popular – “Conselho bom não se dá de graça”. E, por crer nisso, como pagamento, peço que você se comprometa com o seu sucesso e que crie e divida os seus próprios axiomas.

Saúde, sabedoria, sucesso, satisfação e sorte!

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Rodrigo Campos .:. Atua como consultor, executivo e empreendedor no mercado de Tecnologia da Informação desde 1993 e em gestão empresarial desde 1998.

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Esta obra de Rodrigo Campos está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0 Unported License

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O Dilema da Mudança


Mudanca

Muito estudei e debati a respeito desse tema, mas ainda não encontrei argumento que tivesse me convencido. A tese que se sustenta é que o novo cria resistência pelo medo da mudança o que julgo em essência ser superficial. Estou convencido de que somos resistentes à mudança não por medo, mas por conforto. Creio que uma associação entre a sociologia, antropologia ou mesmo a biologia possam explicar com mais propriedade aquilo que desejo despretensiosamente sintetizar.

O novo sempre é melhor. O discurso do novo envelopa tudo como algo necessariamente bom. Muitos já fizeram uso desse argumento para legitimar interesses ilegítimos. Opositores ao novo são agrupados e posteriormente segregados. E, ainda que se estabeleça, nesse cenário o novo será aceito como algo que deve ser combatido. No mundo corporativo, o exemplo mais pragmático que vivi foi o breve ciclo da reengenharia na década de 90.

Vontade por si só promove mudança. Esse discurso baseia-se na dissociação entre desejo e ação. O processo de mudança requer planejamento e esforço para implementá-lo. Talvez seja esse o argumento mais oportunista, pois, é baseado no descompromisso com a execução. Nele tudo é possível, fácil e rápido. São ricos exemplos da sua aplicação, sobretudo no campo político e em cases de consultorias mal sucedidas.

Prefiro avaliar essa questão da perspectiva da evolução, involução e revolução. O novo só faz sentido se trazer consigo algo verdadeiro que provoque evolução. Evoluir não significa sair de um estado de conforto e migrar para outro. A evolução exige adaptações. A opção contrária é a involução onde entregamos passivamente ao tempo a determinação do momento da nossa obsolência que é sim inevitável para a maioria de nós mortais. Ao evoluir brigamos com o inevitável e essa é uma das questões da jornada humana pela qual tenho especial apreço.

Porém, o que mais me instiga é a revolução onde rompemos os limites. A revolução é sim um ato de rebeldia e através dela avançamos anos, décadas, séculos e milênios num único ciclo. A evolução é uma sequencia congruente de movimentos enquanto a revolução é o movimento em sí.

Evoluir é seguir por um caminho já desenhado enquanto revolucionar e fazer o próprio caminho. Não mude, evolua. Mas, se tive a oportunidade, coragem e o privilégio – revolucione!

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Rodrigo Campos .:. Atua como consultor, executivo e empreendedor no mercado de Tecnologia da Informação desde 1993 e em gestão empresarial desde 1998.

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